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Título: A bailarina
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| Informações do roteiro |
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| Título: A bailarina |
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| Autor: Willian de Oliveira |
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Justificativa: A BAILARINA É UMA MENINA REAL. Sua história inspirou este roteiro.
Ana Maria adora matemática e seu maior sonho é ser cantora, ela vive em um pequeno apartamento com sua mãe, Simone, uma cabeleireira, é sua mãe quem a leva e a busca na escola, no balé e na natação, também é ela que controla sua dieta e aplica a insulina. Ana Maria tem apenas nove anos de idade, possui diabetes tipo 1 e é uma insulino-depentente.
Ana Maria detesta o fato de jamais poder dormir fora de casa ou de ter que comer afastada das outras crianças durante o lanche da escola, além de estar se esforçando para gostar da idéia de fazer aulas de balé, as quais sua mãe insiste em lembrá-la o quanto são caras. Simone trabalha doze horas por dia para bancar os gastos de medicamentos, a natação e o balé, que, assim como a dieta, ela tenta a todo custo manter na rotina da filha. Enquanto ela mesma vive uma rotina absolutamente desregrada, sentindo-se uma péssima mãe e carregando o peso de a vida toda ter sido uma péssima filha, ela se culpa pela condição de Ana Maria, e se afunda em dividas, para manter os cuidados da menina, se recusando a pedir a ajuda dos pais que tanto a criticam ou do ex-marido, que a deixou há alguns anos. A levando ao seu limite, enquanto acredita que está fazendo o melhor por sua filha, cobrando apenas sua força de vontade e determinação, já que este é seu único pedido diante de todos os sacrifícios que faz por sua filha, esquecendo apenas de que Ana Maria é apenas uma menina, e que se esta pudesse fazer um pedido, este pedido seria apenas ser "normal".
O drama da criança que se sente diferente de todas as outras, fisicamente e emocionalmente. E sua jovem mãe, que tenta auxiliar a filha a enfrentar desafios que ela mesma não sabe se será capaz de superar.
A bailarina é um projeto que tem por objetivo mostrar como esta enfermidade, conhecida como diabetes, necessita do apoio familiar, mas, acima de tudo, o quanto é fundamental haver a aceitação da doença, por parte do doente e dos familiares, pois apenas assim haverá qualidade de vida para ambos.
A bailarina da vida real chama-se Luana, hoje com dez anos, ela e sua mãe, Daniele, dividem conosco suas histórias. Elas aprenderam que a questão não é o “por que nós?”, mas sim “como nós?”... Como nós vamos conviver com o diabetes? Esta história encontrou seu final feliz, Luana aprendeu a aceitar a si mesma e sua condição, assim como sua mãe, hoje ela ainda dança balé e seu sonho é ser bailarina, e claro, cantora, cabeleireira, médica, advogada...
Este curta-metragem é um convite à reflexão. Sinta-se convidado.
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| FilmaBrasil - Roteiro #336 | | | |  |
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